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Cátedra UNESCO – Interligar patrimónios e pessoas

A Cátedra UNESCO procura “estabelecer uma rede de investigadores e instituições (...) a fim de apoiar a investigação, a formação, os estudantes e a mobilidade de profissionais” e “desenvolver um modelo de intercâmbio interativo de boas práticas para grupos académicos e investigadores provenientes de países do Sul”.
Neste âmbito, a Reitora Nilda de Fátima Ferreira Soares da Universidade Federal de Viçosa, Brasil, recebeu a no passado dia 3 de outubro a visita do titular da Cátedra UNESCO, o Professor Filipe Themudo Barata da Universidade de Évora que, desde 2014, mantém um termo de cooperação com a UFV. Este termo de cooperação prevê a realização de atividades de ensino e de pesquisa entre docentes e discentes das duas universidades e já levou vários grupos de estudantes brasileiros à Universidade de Évora onde participaram no curso “Gestão do património cultural e especialização inteligente”, proposto e organizado pela Cátedra UNESCO.

Segue o artigo que por ocasião da visita foi publicado na página internet da UFV:

Reitora recebe professor da Universidade de Évora e discute parceria

«Na manhã desta segunda-feira (3), a reitora Nilda de Fátima Ferreira Soares recebeu a visita do professor da Universidade de Évora, de Portugal, Filipe Themudo Barata. Ele atua nas áreas de História e de Patrimônio e dirige a Cátedra UNESCO em Património Imaterial e Saber-fazer Tradicional por meio da instituição portuguesa, com a qual o Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania do Departamento de História da UFV mantém um termo de cooperação desde 2014.
O coordenador do Mestrado Profissional, Jonas Marçal de Queiroz, também acompanhou a visita e explicou que o termo de cooperação prevê a realização de atividades de ensino e de pesquisa entre docentes e discentes das duas universidades. “A vinda do Filipe faz parte dessa colaboração”, disse.
Em Viçosa, o professor português ministrará um minicurso sobre Patrimônio, Cidadania e Especialização Inteligente durante toda a semana. A programação contará com uma atividade em Ouro Preto (MG) – com a participação de representantes da universidade federal local, a Ufop, e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – e uma visita guiada ao conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), que recentemente foi reconhecido como patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Outra dimensão da visita do professor Filipe é a ampliação das relações com instituições da região, o que é importante para o fortalecimento da nossa pós-graduação e para o diálogo sobre patrimônio cultural. Será uma visita intensa, com espírito de trocas de conhecimentos”, afirmou Jonas.
Vale destacar que, nesta terça-feira (4), no auditório do Departamento de Economia Rural do campus Viçosa da UFV, o professor Filipe ministrará a palestra Património imaterial degradado e em risco. Que fazer? Ela acontecerá às 19h e será aberta ao público e gratuita.

Novos horizontes
Para o professor Filipe, colaborações entre instituições que atuam na área do Patrimônio são importantes, mas tímidas, principalmente fora da Europa. É pensando nisso que, segundo ele, a Universidade de Évora está muito interessada em ampliar seu termo de cooperação com a UFV. “Todos os anos, realizamos cursos para estudantes do Mestrado Profissional e eles ficam cada vez melhores. Eu acho que poderia melhorar ainda mais”, disse. “Somos universidades com proporções semelhantes e já temos uma relação que dá certo”. Durante a visita à reitoria, Filipe propôs para a UFV receber um polo do centro de investigação em Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Évora a fim de intensificar sua colaboração com a Cátedra Unesco que ele dirige e, assim, ganhar e gerar mais conhecimento na área. O objetivo, de acordo com ele, também é proporcionar que a UFV, daqui a algum tempo, possa se candidatar a ter uma Cátedra própria.
Na avaliação do professor Jonas, isso significaria um reconhecimento da qualidade do trabalho realizado e uma oportunidade de expansão para o Mestrado Profissional. “O termo de cooperação é extremamente importante. Manter relações com instituições que têm tradição na área agrega conhecimento. Ter essa ampliação seria muito bom, ainda mais benéfico”, destacou.
Para a reitora, a proposta só tem a contribuir com a colaboração entre as universidades e com o Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania. Ela, inclusive, fará uma visita à Universidade de Évora em breve e pretende levar e promover uma maior discussão sobre o assunto.

Na fotografia abaixo, da esq. para a dir., estão os professores Jonas e Filipe e a reitora Nilda.

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